Gabriel Bonis, CartaCapital
Segundo o estudo, que entrevistou 25 mil domicílios em 317 cidades do País, apesar de o acesso à internet ainda ser baixo, a conexão de banda larga – com velocidade base considerada de 256k – é maioria entre os usuários. As conexões rápidas estão em 68% das lares com acesso à rede, sendo 18% em banda larga móvel, que pela primeira vez ultrapassou o acesso discado, hoje em 10% do total. “A conexação discada passa a fazer parte de uma estatística que vai morrer”, afirma diz Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (CETIC.br).
Mesmo em um cenário com 4,6 milhões de domicílios
com computador, mas sem acesso à internet, as lan houses perdem espaço. Em 2007 elas representavam 49%
do acesso da população, contra os atuais 28%. No mesmo período, o acesso em
domicílio subiu de 40% para 69% no mesmo período na área urbana. “Essa queda é
irreversível, mas as classes D e E ainda fazem uso preponderante destes
locais”, destaca Barbosa. Dados do levantamento mostra que 60% dos internautas
destas classes acessam a internet apenas pelas lan houses. Mas há ainda os telecentros, locais com acesso
público gratuito, que representam 6% dos usuários, um total de 4,4 milhões de
pessoas. “[A iniciativa] não decola, mas tem um peso importante porque leva
internet a um grande número de pessoas que não teriam acesso nenhum”, destaca
Juliano Cappi, coordenador de pesquisas da CETIC.br.”
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