Quase metade dos lares brasileiros já tem computador


Gabriel Bonis, CartaCapital

“Os computadores seguem ganhando espaço nos lares dos brasileiros. Em 2011, 45% dos domicílios do País possuíam o equipamento, contra 35% do ano anterior. Com isso, o acesso à internet – seja em domicílio ou outros meios, como lan houses –, tambéu aumentou e atingiu 38% da população no mesmo período, um aumento de 11 pontos percentuais  sobre o nível de 2010, embora esteja muito abaixo da média de 73% da União Europeia. É o que aponta a pesquisa da TIC Domicilios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR (NIC.br), divulgada na manhã desta quinta-feira 31.

Segundo o estudo, que entrevistou 25 mil domicílios em 317 cidades do País, apesar de o acesso à internet ainda ser baixo, a conexão de banda larga – com velocidade base considerada de 256k – é maioria entre os usuários. As conexões rápidas estão em 68% das lares com acesso à rede, sendo 18% em banda larga móvel, que pela primeira vez ultrapassou o acesso discado, hoje em 10% do total. “A conexação discada passa a fazer parte de uma estatística que vai morrer”, afirma diz Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (CETIC.br).

Mesmo em um cenário com 4,6 milhões de domicílios com computador, mas sem acesso à internet, as lan houses perdem espaço. Em 2007 elas representavam 49% do acesso da população, contra os atuais 28%. No mesmo período, o acesso em domicílio subiu de 40% para 69% no mesmo período na área urbana. “Essa queda é irreversível, mas as classes D e E ainda fazem uso preponderante destes locais”, destaca Barbosa. Dados do levantamento mostra que 60% dos internautas destas classes acessam a internet apenas pelas lan houses. Mas há ainda os telecentros, locais com acesso público gratuito, que representam 6% dos usuários, um total de 4,4 milhões de pessoas. “[A iniciativa] não decola, mas tem um peso importante porque leva internet a um grande número de pessoas que não teriam acesso nenhum”, destaca Juliano Cappi, coordenador de pesquisas da CETIC.br.”
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